[Escrevendo sobre] JOGOS VORAZES – A Trilogia

Olá meus queridos e hoje vamos de… JOGOS VORAZES!

O Tordo ou Mockingjay, como preferirem ^^

O Tordo ou Mockingjay, como preferirem ^^

Aaahhh Jogos Vorazes ❤
*Para Vanessa! Isso não é para ser nada romântico ou fofo. HUM!*

Gente para começar a falar dessa trilogia, quero falar brevemente sobre distopia e YA.

Distopia é um gênero literário que quer dizer exatamente ao contrário de uma Utopia, ou seja, enquanto na Utopia encontramos um mundo cor-de-rosa, onde tudo acaba bem e é perfeito, na Distopia encontramos um mundo cruel, triste e as coisas nunca acabam muito bem, é o tipo de história que rouba sua esperança em um mundo melhor. Mas é muito bom… JURO! Já falei sobre isso em outro post, quando falei sobre 1984!

“E YA? O que é isso?!” Bem… YA é uma sigla para Young Adults, ou seja Jovens Adultos. Não é um gênero literário, mas sim uma classificação etária, que normalmente gira em torno de 15 a 29 anos.

Okay! Esclarecendo isso, vamos aos Jogos Vorazes!

Jogos Vorazes é considerado uma Distopia YA, é uma trilogia e está sendo adaptada ao cinema.

A história ocorre em Panem, uma nação dividida em 12 Distritos e em 1 Capital. E depois que uma Grande Rebelião aconteceu, ela é controlada por um só partido ditador, e este comandado pelo Presidente Snow.

Panem é uma derivação de panen et circenses, ou ainda de “Pão e Circo”, o que faz muito sentido… afinal a maioria dos distritos vivem na miséria e escravidão, enquanto na Capital há o luxo e as futilidades, e o circo fica por conta de algo chamado de “Jogos Vorazes” (JV), esses que lembram as atividades que ocorriam no Coliseu. O jogo consiste em um reality show onde crianças e jovens, um menino e uma menina de cada distrito, são sorteados e colocados em uma arena para lutarem até a morte, o último sobrevivente é o Campeão e como prêmio tem a oportunidade de viver e dar uma vida melhor a sua família.

Bem, a história é escrita em 1° pessoa, que é nossa personagem principal, a Katniss Everdeen. Uma moça do Distrito 12 que após a morte do seu pai, enquanto ainda era uma criança, ela precisa cuidar da sua família, que consiste em sua mãe e sua irmã Prim, já que sua mãe entrou em estado de choque/depressão após a morte do marido e não consegue trabalhar. Em um distrito pobre, que muitos passavam fome a única saída que Katniss encontrou foi aprender a caçar com o Arco e Flecha que seu pai havia feito para ela, ainda que fazer isso seja contra lei e ela corra o risco de ser castigada por isso.

Um carinha que ela conhece durante as caçadas vira um grande amigo, é o Gale.

Sua vida segue até mais uma vez chegar o dia da Colheita, que é quando a Capital escolhe as crianças do Distrito que irão participar dos Jogos. Esse ano é o primeiro ano que sua irmã Prim irá participar, mas Katniss não parece muito preocupada com isso, pois enquanto o nome da Prim tem apenas uma vez para ser sorteado, o da própria Katniss tem 20 vezes, por conta de algumas regras e trocas que a nação tem.

Mas a infeliz da Prim é sorteada! E no desespero, Katniss só encontra uma saída: se voluntariar para ir no seu lugar.
Já no lado do homens, o escolhido é o Peeta (para tudo para um suspiro)!

Bem para não dar spoiler no momento vou me reservar a dizer que uma emocionante luta pela vida começa, um romance aparece, uma nova revolução surge e muitas críticas sociais também.

Essa é a grande sacada de uma distopia, ser recheada de críticas sociais atuais, ainda que usando ficção. Antes de ler Jogos Vorazes eu já havia lido duas distopias clássicas: Admirável Mundo Novo e 1984. As duas são para adultos e obviamente são muito mais densas, possuem uma crítica muito forte e provocam reflexões que podem levar dias para serem digeridas. Super recomendo a leitura desses livros! Essencial.

Mas o que acontece? Eu vi pessoas comparando essas distopias com a distopia de JV que é YA. Gente para mim parece óbvio que vai ser uma literatura mais fácil de ser digerida e de compreensão nível easy, apesar que depois de ter visto algumas resenhas, fiquei na dúvida se compreenderam mesmo a proposta de JV ou eu que sou muito imaginativa mesmo. Enfim… =P

JV traz a tona críticas como a nossa alienação, a facilidade com que o governo ludibria o povo, a importância que damos a reality shows por conta do vazio de nossas próprias rotinas,  a capacidade de luta de um ser humano que só possui a escolha de matar ou morrer, que em luta pelo poder não existe como o povo vencer e que o Bem e o Mal é uma linha tênue.

Entre outros temas como a guerra, o desequilíbrio emocional e cumplicidade entre pessoas traumatizadas.

Olha, eu ainda não li outra distopia YA, também não sei se é porque ainda estou na faixa de até 29 anos (kkkkk), mas acho Jogos Vorazes uma excelente introdução a Distopia. Não acho que perca muito para os clássicos, apesar de clássicos sempre ganharem uma disputa pela riqueza de vocabulário, originalidade e densidade.

Definitivamente ler JV não é perda de tempo, na minha humilde opinião. É ótimo para ler quando se está com uma Ressaca Literária, por exemplo.

^^

^^” Meus livros ❤

Se tem algo negativo é a mania atual das editoras de tornar tuuudo em trilogia ou saga. Óbvio né? Assim se ganha mais dinheiro, acho que a trilogia poderia ser um livro só.

Algumas pessoas questionaram o final também, outras reclamaram e chamaram de lixo, e eu? Eu super gostei! :D~ Acho que condiz com o que eu esperava, fez sentido para mim e vou explicar na sessão de spoilers mais abaixo.

Quem ainda não leu os livros, leia, quem não viu o primeiro filme corre para ver, pois dia 15/11/13 saí o segundo, que é “Em chamas” e tá prometendo *-* só dizendo…

No skoob a média da trilogia foi de 4 estrelinhaaas! Ou seja, achei muito bom! 🙂

**Para quem não dou nenhuma estrelinha é para o Extra.com, site que eu comprei o box e caixa veio cheia de amassados, marcas e rasgos. Grrr. Reclamei, mas eu não queria trocar, primeiro porque estava louca para ler, segundo porque tinha me comprometido a ler tudo antes do lançamento de Em Chamas nos cinemas, e eu não sabia que leria tão rápido 😡 mas enviar de volta, pagando o frete e esperar mais um século para mandarem outro… não queria! Eles falaram que não tinham como resolver o caso então… que bom!**

Gente agora é o seguinte vou falar minhas opiniões mais especificamente, de cada livro abaixo, ou seja, haverá spoiler para quem não viu ou leu nada ainda. As zonas de spoilers serão dividas em 3, assim você poderá acompanhar até onde já leu. Quem viu pelo menos o primeiro filme, vem comigo :D~

Para quem fica por aqui, um beijo no coração e vai logo conhecer a história, tá!?

Moral da História [sem spoiler]: Pelo o que lutamos mesmo!? Qual o objetivo das guerras e disputas?! Nossa sociedade atual vive em constante perigo de tornar real uma distopia, fato, mas e aí, o que devemos fazer?! Ah! E o amor?! O amor é lindo *-* ❤

[1 ZOOOONAAAA DE SPOILER] *aquela que assisti muito Jovem Nerd* Jogos Vorazes 1

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– Cara, eu sou estranha, enquanto há romances que eu me derreto toda, há romances que eu faço cara de vômito mesmo *bleeeh*.
Mas o romance que nasce ali entre Peeta e Katniss, me amarreeeei muuito, principalmente no livro, que deixa muitas outras coisas claras, óbvio, mesmo porque contém mais detalhes, apesar de o filme ser muito bem adaptado.
Mas o que mais gostei foi que não é um romance que nasce de forma boba, de uma paixão doentia, eles viram cúmplices (né?), testemunham muitas coisas juntos, passam por medos diferentes, mas compreensíveis um para o outro. Depois Katniss é muuito racional, e durante muito tempo nem pensa na possibilidade de gostar de Peeta, ela simplesmente quer saber de voltar para casa, enquanto Peeta se demonstra o tempo todo solícito, mais amante que guerreiro, sem deixar de ser esperto, usar seus talentos para sustentar sua vida  o máximo possível! Não é bobo, como a maioria dos bons moços apaixonados e pelos livros serem em 1° pessoa (a Katniss que é mais racional), o romance nunca é o foco principal. E que jogo inteligente do Peeta, de antes de entrar na arena falar que é apaixonado pela Katniss, e ele não fez isso por ser de fato, se não já teria feito antes, mas fez porque sabia que ia comover os telespectadores e patrocinadores! Inclusive arriscou a confiança de Katniss nessa tática! Peeta… você é um gênio! ❤ Fez dos próprios leitores torcedores de um romance de reality show kkkkkk

– Algumas pessoas ficaram com raiva porque teve aquele lance “Nós decidimos que agora poderá haver dois vencedores de um mesmo distrito” (dando chance ao casal de se unir e de repente ganhar mais ibope mostrando na TV a luta de um casal apaixonado pela vida). Mas quando eles chegam no final da luta, anunciam “Mudamos de ideia, só pode ter um vencedor mesmo, um tem que matar o outro!”. Pessoas ficaram sem entender o motivo disso. Pois pra mim pareceu óbvio que desde o começo quando anunciaram que dois poderiam ganhar era uma artimanha para manipular o casal e fazer uma cena bem dramática no final, onde um mataria o outro, mostrando que quem manda ali é o governo. Mas como a Katniss desafiou esse final sugerindo que eles se matassem, os diretores pegos de surpresa e sem tempo para saber o que era melhor, desistiu e anunciou que os dois poderiam viver dessa vez. Não vi problemas nessa parte. Vocês viram? Se é ridículo, é tão ridículo quanto os programas de reality que assistimos 😛

– Quanto a reflexões do primeiro livro, acho que já consegui expor acima, sobre onde está a moralidade em um povo que se distrai, se diverte com o sofrimento e morte dos outros. Onde fica a moralidade onde um povo torce pela violência? Bem e aí nesse aspecto não percebi muita diferença da nossa sociedade atual. Adorei esse tapa na cara.

– Aaah, e o Gale? Gale who?! Sei nem quem é 😛 hehehe só aparece no comecinho e em alguns pensamentos da Katniss. Mas essa é sua melhor aparição na trilogia toda, na minha opinião 😛 Ainda nesse livro tinha dúvidas com quem ela deveria ficar…

[2 ZOOOOONA DE SPOILER] *A partir de agora, só quem leu o segundo, tá?*

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– Achei que o ritmo continuou bom, eu não sosseguei enquanto não terminei de ler, fiquei louca devorando cada página. Quando eu soube que eles voltariam a arena (antes de ler o livro mesmo), eu pensei “Sério? Meu Deus! O que vão inventar agora? Como vai ser essa arena? Não tem como ser melhor que a primeira!”
E rapaz… não é que foi?! Inclusive, o próprio livro acho melhor que o primeiro! Acho que vai ganhando uma densidade, uma tensão… enfim…

– Cinna, meu querido, você é DEMAIS! Você é… é… o outro gênio do livro *-* OMG! O que ele fez com aquele vestido de noiva?! Amei essa cena e estou louca para ver no filme! E eu senti muitíssimo pelo seu final, fiquei de boca aberta com seu castigo, baby 😦 que cena desgramada aquela. Entendi que ele estava junto com os rebeldes porque na Capital conseguia perceber a atrocidade que eram aqueles jogos, e como eram cruéis. Mas acho que ele ficaria decepcionado com as sugestões que aparecem no final da trilogia 😡 Tadinho!

– Adorei os campeões, suas personalidades, Finnick ❤ você é muito legal, mas confesso que preferi o Beetee e a Wiress. E essa última principalmente pelo suspense que causa pelos seus famosos “tique taque”. Essa foi outra cena sensacional para mim!

– Que arena é aquela?! Um terror psicologico para os campeões! Fiquei muito tensa (tenho essa mania de criar uma empatia suficiente para me senti como os personagens).

– Peeta… ooowwnn o Peeta! Não tem mais como duvidar da sua bondade mais aqui, ele é meu preferido por isso. Porque ele é bom, tem moral, é apaixonado, mas é esperto, inteligente, nada bobo, sabe se defender e defender quem ama, sabe usar seu talento para manipular e conquistar multidões e não é aquele tipo de mocinho cheio de “nhenhenhe eu não sou bom suficiente para você, não chegue perto de mim”! Daria um tordo bem melhor! Ou não, porque ele é o único inteligente para ver que numa briga PELO poder não tem como o povo se beneficiar 😛

– Fiquei surpresa como eles conseguem sair da Arena, não esperava por aquilo, por aquele final. E o surgimento do Distrito 13? Imaginei que aconteceria uma hora ou outra, mas não suspeitei da sua importância. E óbvio, pela minha paixonite de garota de 13 anos, fiquei arrasada pelo Peeta ter ido para Capital.

[3 ZOOOOONAAAA DE SPOILER] *A Esperança*

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– Cara, esse livro é sinistro, muito mais tenso e é o que mais se aproxima da densidade dos clássicos de distopia. Se vocês acham que os personagens já sofreram muito… tsc… ainda não leram A Esperança.

– Deve ter sido traduzido como A Esperança, porque ficamos aflitos, na esperança, de um final feliz, né? E aff -_-

– Katniss já está desequilibrada, super estressada, preocupada pois Peeta tá na Capital, assim como outros amigos, Cinna morreu =/ ela está em um Distrito cheio de estranhos que querem transforma-la no rosto da revolução. E não sabe em quem confiar. Nem eu saberia, e olha que sou mais otimista que ela =P

– Ainda não falei do Haymitch, mas acho que ele é tão vítima quanto os outros campeões. Demonstrou muito isso em suas escolhas e no seu final.

– O Gale é um idiota, sério, desculpa quem prefere ele, mas grrrr, como ele me irritou nesse livro! Saudades da inteligência do Peeta nesse livro ❤ Fiquei nervosa enquanto não apareceu notícias dele haha, li rápido, mesmo o livro sendo mais denso, só porque queria saber como terminava, já que eu só ouvia o povo falar mal. *Tirar a prova, sabe?*

– Gale é um idiota porque não gostei dos planos dele (que porcaria foi aquela no distrito 2?), nem das desculpas pela luta por um ideal, obviamente ele ainda não tinha visto quem era o verdadeiro inimigo, a Ganância/Poder/Corrupção, pode escolher! Achei que como um grande amigo da Katniss que ele era, pouco se demonstrou compreensivo com as escolhas e dúvidas dela. Sério… não tem como ele superar o amor de Peeta 😛

– E a maluquice do Peeta?! Quando li a parte onde Katniss se perguntava como o Presidente Snow poderia lhe quebrar mais ainda… não consegui imaginar o que ele fez com a cabeça do Peeta, que para o estilo um tanto egoísta da Kat, isso foi pior que a morte dele. Mas achei legal, afinal é distopia não é? Um final romântico e feliz não chegaria fácil assim…

– Luta na Capital: Muito tenso O_O Snow é um doente, obviamente, Finnick nos deixou bem claro isso. E nada contra a morte do Finnick, mas achei o trecho bem sem noção, tive que reler para entender, e também não achei sentido na reação de Anne, mas enfim… Achei interessante como Peeta e Kat lidaram com a loucura dele durante a luta toda.

– Morte das crianças e da Prim: Sinistro mesmo. Principalmente porque apesar de Snow ser doente, não se espera aquele plano nojento de um lado que você tá torcendo, que acha que são os bons da guerra. Mas achei suuuper válido, foi ali que ficou bem claro que a luta não era para a melhora da população, mas sim pelo poder. Vilões nunca se acham vilões, né? Sempre com suas verdades… e a morte da Prim teve objetivo na minha opinião, afinal foi assim que Katniss pôde ver que aquela guerra toda não tinha sentido, que ela estava apenas sendo usada e que mais uma vez foi marionete de quem estava acima dela. E sim, eu gostava da  Prim.

– Todo esse terror cominou na morte de Coin, que também achei super simbólico. Afinal representou que Katniss entendeu que não tinha um bom lado ali, que o governo continuaria sujo. E não, não acho que o Presidente Snow era bom, ou tudo foi culpa só de Coin, como algumas pessoas ficaram se questionando. Simplesmente não tinha lado bom ali. Socialismo e Capitalismo, sabe? Ditadura e Corrupção! Enfim, imagina só se tem referência a nossa sociedade 😛

– Final: Achei bom, de verdade, achei bem interessante a parte que ela fala sobre sua volta para o Distrito 12 e como ficou perambulando entre a loucura e a consciência.
Óbvio que o Peeta iria para lá ❤ *aiai*.
Achei que apesar de muito resumido, fez sentido Gale se afastar, ele já havia demonstrado que pensava diferente de Katniss e isso tirava a paciência dele mesmo. Além disso ele sabia que Katniss não perdoaria ter sido a criação dele, a bomba dele que matou a Prim, mesmo que ele não tenha tido culpa direta nisso.

– Eu dispensaria aquele prólogo =P achei desnecessário. Deixar ali naquela parte onde Katniss e Peeta tentam lidar com suas loucuras e desequilíbrios juntos era mais que suficiente.

Enfim gostei muuuito de Jogos Vorazes.  ^^ Não sei se o fato de eu ter lido 2 clássicos distópicos, depois Jogos Vorazes e mesmo assim ter gostado de todos eles demonstra alguma imaturidade 😡 maaaas, fazer o quê, né?

E chega né? Ufa! Desabafei tudo o que eu queria! No mínimo isso servirá como um diário mesmo, haha.

Abraços Fraternos,

Nessa

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[ Escrevendo sobre] O caminho do poço das lágrimas de André Vianco

Olááá,

Hoje vou falar brevemente sobre O Caminho do Poço das Lágrimas de André Vianco, pois apesar de ter feito um vídeo sobre ele lá no canal, acho que faltou algumas coisas serem ditas, inclusive, nada mais, nada menos, do que a Moral da História! kkkkkkkk Esqueci, gente!

Releeevem, no dia da gravação eu estava com uma baita crise alérgica, avoada mesmo, me coçando e espirrando, enfim…

André Vianco é esse cara aqui ó:

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É brasileiro, escreve histórias de terror, de fantasia, suspense e afins, onde principalmente envolve vampiros! *-*

E apesar de amar histórias vampirescas (e repito seeempre – para não correr o risco – Crepúsculo não conta, tá?), nuuunca tinha lido uma obra do Vianco! Shame on me >_<

Enfim, o Albi (para quem não conhece, um amigo de infância) que já tinha lido algumas outras obras dele, e tem alguns de seus livros, resolveu me emprestar, com a parte da sua alma bondosa, O Caminho do Poço das Lágrimas *-* 

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Tenho que repetir, a CAPA, o que é isso minha gente?! A CAPA me encantou, já quis gostar do livro, sem nem mesmo ter lido nada, rs. E isso Vianco pode agradecer ao Lese Pierre que faz ilustrações durante toda a história, uma mais “fofa” que a outra (mesmo as de terror). 

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A história é sobre Jonas que partiu para uma viagem com seus dois filhos, Ingrid e Bosco. Estes últimos sempre reclamavam da ausência do pai em suas vidas. Ocupado demais para trazer dinheiro para casa, Jonas pouco acompanhava a rotina dos seus filhos e justamente por isso, em um rompante resolveu ir pescar apenas com eles!

Mas, para a decepção – mais uma – de Ingrid e Bosco, o pai recebe uma ligação do trabalho dizendo que precisavam dele, e, ele resolve voltar antes mesmo de chegarem ao local da pesca =/

Na volta, algo muito estranho acontece, o mundo se apaga e eles acordam no meio do nada, completamente perdidos, sem saber onde estão, só sabem dizer que é uma estrada de pedras, um tanto sombria e arrepiante! Encontram figuras estranhas, um senhor que lhes dá dicas de como sair dali, uma placa que avisa “Poço das Lágrimas”, uma aranha para lá de simbólica, uma fada, um vaga-lume muito especial (O Miguelzinho, que tanto me lembrou e fez jus a personalidade do meu afilhado), entre outros. 

Há várias dicas desde o começo do livro que faz você “adivinhar” o que está acontecendo.

E apesar de você receber as tais dicas, ainda é possível se surpreender bastante com o final! *-*

 Além disso há uma sensibilidade ao relatar os laços afetivos entre os três, os medos, as autodescobertas, as reflexões, enfim, tudo um tanto sombrio, com toque de suspense, mas encantador.

Eu dei 4 estrelinhas no meu skoob para ele ^^, e só não dei 5 porque o finalzinho, o último ato mesmo, para mim era um tanto desnecessário, sei lá! Minha humilde opinião. 

Moral da História?! Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia 😉 / E sim, é possível encontrar as coisas mais lindas no que aparenta ser horroroso. ❤ É muito amor, minha gente!

Abraços Fraternos,

Até mais ^^

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[Especial Capote] As paredes são Frias / Um vison próprio

Olááá meus queridos, tudo bem?

Então… como já disse em algum post anterior, eu vou falar um pouco sobre as minhas experiências lendo Truman Capote. Para cumprir com isso, hoje venho aqui, para divagar um pouco sobre dois contos de sua autoria.

Para conhecer a obra de Capote, resolvi começar… do começo, né? Acho que faz sentido. Então estou lendo o livro chamado “20 Contos de Truman Capote” publicado pela editora Companhia das Letras. E a título de informação, os contos estão completos nessa coletânea 🙂

O primeiro conto se chama “As Paredes são Frias” e começa assim:

“…então Grant disse a eles para virem conosco a uma festa maravilhosa, e bom, foi fácil assim. Realmente, eu acho que foi genial trazê-los, Deus sabe que eles são capazes de nos ressuscitar do túmulo.” A garota que falava bateu a cinza do cigarro no tapete persa e olhou com cara de desculpa para sua anfitriã.

Esse conto é sobre Louise uma anfitriã entediada, que não vê a hora das pessoas irem embora de sua casa. Porém para seu aborrecimento uma amiga traz para a festa um grupo de marinheiros.

Acostumada com as convenções sociais, ao dar as boas vindas ao grupo, um deles chama sua atenção, o Jake.

Jake, um rapaz simples e completamente deslumbrado com a riqueza do local, pela beleza e elegância da anfitriã, logo deixa óbvio sua admiração por Louise que se diz ter 16 anos!

Conversa vai… conversa vem…  Louise convida Jake para conhecer todo o apartamento, inclusive seu quarto. Convicta da atração que exerce sobre o rapaz, ela se assusta com a observação que ele faz sobre seu quarto “não gosto das paredes… elas parecem muito frias.”

Acontece uma cena muito estranha de sedução, Louise toca no nome de um outro homem, que aparentemente com quem tem se decepcionado e pergunta se Jake não quer beija-la.

Em seguida algo acontece que prefiro omitir porque poderia ser considerado spoiler, mas é surpreendente e…

E aí o conto termina!!!

Geeeente, como assim?! Hahaha É o seguinte, estou me acostumando com essa onda de contos, mas eles possuem a mania de não passar uma mensagem muito óbvia do que aconteceu, pelo o que eu percebi, 90% dos contos que li ou ouvi nesses últimos dias acabam sem você entender exatamente o que se passou por ali… ou eu sou muito burra mesmo!

E você pode questionar, isso te incomoda Vanessa? Tá chateadinha com isso? E eu respondo “SIIIM!” mas logo posso complementar “E o pior… estou me viciando nisso!!!”

Estou achando incrível, são histórias que podem fazer sua mente dar cambalhotas em pouquíssimas páginas, em alguns minutos de entretenimento.

E vamos ao segundo conto então, ele se chama “Um vison próprio” e começa assim:

A sra. Munson acabou de entrançar uma rosa de linho no cabelo castanho avermelhado e recuou do espelho para avaliar o efeito. Então correu as mãos até os quadris… o vestido era justo demais, esses era o problema. “Uma mudança não vai salvá-lo”, ela pensou, irritada. Com um último olhar depreciativo para seu reflexo, virou-se e foi para a sala de estar.

A história então é sobre a sra. Munson e o quanto ela parece estar insatisfeita com barulho de crianças que entra pela sua janela do apartamento, com a sua aparência, com a sua influência… enfim… com seu estilo de vida.

Ela sempre faz questão de lembrar em todos seus eventos sociais que tem uma amiga chamada Vini Rondo, e o fato dela morar na Europa, de ter visto os alemães agindo na Segunda Guerra, de como ela era talentosa, inteligente, muito rica, casada com um barão ou um conde… tanto faz, enfim, como ela era um sucesso!

A sra. Munson falava da amiga com o orgulho como se estivesse falando sobre ela mesma.

E finalmente para completar o êxtase, Vini Rondo estava vindo naquela tarde em seu apartamento para visitá-la.

Ao toque da campainha, sra. Munson abre a porta e se depara com uma Vini Rondo muito diferente da qual lembrava, não porque estava irreconhecível, mas porque estava desarrumada, nada elegante, cabelos bagunçados e carregando uma caixa rosa.

Tentando esconder a decepção, sra. Munson puxa assuntos de forma distraída.

Para piorar a situação, Vini Rondo traz em sua caixa um Vison, um casaco de pele, que sempre atraiu a admiração de Munson e pergunta quanto ela poderia pagar por ele.

Munson perdida em pensamentos sobre a situação da amiga que tanto idolatrava, aceita pagar um valor exorbitante, experimenta o casaco e mesmo com ele não cabendo perfeitamente nela, ela tenta aparentar que está feliz com a aquisição.

Em uma situação constrangedora as duas se despedem e sozinha agora no quarto com o casaco de Vison, a Sra. Munson tenta raciocinar o que aconteceu ali e a loucura que tinha acabado de cometer gastando uma boa grana naquele casaco.

Mas quando nada mais poderia ser pior, algo acontece com o casaco e…

E sim, o conto termina! 🙂

Até agora estou adorando o que Capote tinha guardado dentro dele. Para mim chega a ser um pouco perturbador os temas que ele faz questão de destacar, esse mundo de deslumbramentos, de ilusões, de futilidades, que incrivelmente mexem com algo mais profundo em nós humanos. E por ser perturbador mesmo, que tem gerado curiosidade, é como se eu estivesse desvendando aos poucos como o ser humano se relaciona com as ilusões, o psicológico envolvido nisso… sei lá, acho mesmo interessante.

E a Moral da História de hoje, ou das histórias, seria algo um tanto psicoanalítico, e como não sou uma conhecedora da área poderia falar muuuuita besteira. Mas para mim fica de lição que tem algo interligado entre a solidão, a frustração, a baixa auto-estima e o uso cada vez maior de uma válvula de escape, que muitas vezes, é representado por algo fútil e medíocre. E que tudo isso pode reverberar em uma dor muito maior no peito.

Enfim… por hoje é só (que foi muito) e no canal do Youtube tem resenha nova, ok?! Dessa vez é sobre Maus! Meu mais novo queridinho, um quadrinho de Art Spiegelman. Quem tiver interesse, dá uma passadinha por lá também. ^^

Abraços Fraternos e até mais!

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[Escrevendo sobre] Bling Ring – A Gangue de Hollywood

Olááá meus queridos, tudo bem?

Recentemente eu li o livro Bling Ring da jornalista Nancy Jo Sales, publicado no Brasil pela editora Intrínseca (que por sinal tem feito um ótimo trabalho com suas publicações, estou amando) e depois também vi o filme dirigido pela Sofia Coppola. Os dois estreados esse ano [2013].

Capa do Livro

Capa do Livro

Cartaz do Filme

Enquanto o livro é um Relato Jornalístico, ou seja, conjunto de artigos, entrevistas, declarações e dados estatísticos, o filme é a dramatização dos personagens principais envolvidos nesse caso, que para deixar bem claro, é um caso real.

Que caso Vanessa?

O caso da Gangue de Hollywood, a Bling Ring, que era formada por jovens, que entre os anos de 2008 e 2009 invadiram e assaltaram casas de celebridades.

Eles não queriam simplesmente roubar os objetos caríssimos das celebridades, eles estavam tentando roubar o “estilo de vida” deles. Que “estilo de vida”? Aquele que é representado pela fama inexplicável, pela luxuria, extravagância, pela futilidade nos comportamentos, pela vida leviana aparentemente “despreocupada” com o que está em sua volta, pelo apelo sexual exagerado, envolvimentos com drogas, álcool e dívidas com a justiça.

De repente, esse tal estilo de vida começou a ser tão admirado e desejado pelos pré-adolescentes e adolescentes americanos, ainda que não tenha moralidade, bom senso e serviço a humanidade relacionados com o processo, que a jornalista Nancy tenta investigar as causas disso tudo.

As vítimas invejadas eram pessoas como Lindsay Lohan (que já respondeu a vários processos com a justiça, por porte de drogas, embriaguez na direção e roubo), Paris Hilton (que se tornou famosa simplesmente por ser milionária desde sempre e levar uma vida tão superficial e fútil quanto um vídeo íntimo exposto na internet o permita) e outras celebridades famosas pela sexualidade exposta, adoradas como deusas e exemplos a serem seguidos.

*Nada contra essas pessoas que são tão vítimas da vida quanto elas mesmo permitiram, mas contra elas terem se tornado objeto de veneração, alienando, assim, o povo dos assuntos que realmente importam. E provavelmente a culpa está em algo muito mais profundo e importante.*

Esses jovens sem terem noção do crime que estavam cometendo, encaravam esses roubos como aventuras para serem contadas aos amigos e colegas, uma forma de provocar admiração e inveja nos mesmos.

Jovens que foram indiciados. Da Esquerda para a Direita, no alto: Rachel Lee, Diana Tamayo, Jonathan Ajar e Alexis Niers; embaixo: Nick Prugo, Courtney Ames e Roy Lopes.

Indiciados por invasão e roubo. Da Esquerda para a Direita, no alto: Rachel Lee, Diana Tamayo, Jonathan Ajar e Alexis Niers; embaixo: Nick Prugo, Courtney Ames e Roy Lopes.

Sem base moral e sem a utilização do bom senso, o caso todo se transformou em um grande circo, e a apresentação principal era do Fantasma da Fama. Até hoje muitas coisas não foram esclarecidas do caso por envolver tantas influências, pessoas famosas e mentiras convenientes.

Nick Prugo e Rachel Lee, líderes da gangue, demonstraram que viveram o ápice da estupidez juvenil, explicando que essa era forma deles fugirem de seus problemas pessoais.

Alexis Neiers um arquétipo da adolescente fútil e superficial, interpretada por Emma Watson no filme, soltava frases como “Eu acredito em karma e sei que tudo isso aconteceu para que eu pudesse desempenhar um papel importante, mostrar para a sociedade a verdade” e rapaz, no fim de tudo não é que pensei que talvez ela tenha razão(?). Afinal ela mostrou o quanto a nossa sociedade está vivendo de forma desequilibrada, esgotando suas energias querendo alcançar expectativas consumistas, estéticas e apelos sociais, que nem mesmo deveriam ser tão valorizados.

O Filme se bem compreendido, principalmente pelas pessoas que buscaram entender o caso verídico antes, pode ser muito bom, pois capta as emoções e as ilusões vividas por esse grupo, podendo inclusive, expandir para todos nós que ainda nos comovemos a ver um Louboutin, ou um universo de prazeres desenfreados e desmedidos.

A questão é, estamos vivendo para quê mesmo?! O nosso papel está em obter o máximo de status possível? Baseado em quê? Em quem? Quem ditou as regras? Por que a Paris Hilton tem que está acima de mim? O que ela realizou pra ser tão mais valorizada que Madre Tereza de Calcutá? Ou menos ainda, do que um simples trabalhador honesto que sustenta uma família?

E sinto que enquanto não nos conhecermos ao ponto de saber separar o que de fato nos é necessário e o que só corresponde a vontades superficiais, não sairemos desse ciclo um tanto imbecil, de perda de tempo com coisas que pouco acrescentam a humanidade.

Enfim, não vou repetir o que já pode ser óbvio, só acho que o livro me fez ver o quão importante é tomarmos as rédeas de nossas vidas em nossas próprias mãos e nos responsabilizarmos não só por nós mesmos, mas por um contexto maior, pelo que está em nossa volta, afinal nossas escolhas reverberam.

Eu gostei do filme e do livro, descobri também que tenho uma grande queda por biografias e relatos jornalísticos 🙂 vi muita gente reclamando da forma que Nancy escreveu, mas talvez por não curtir esse estilo. No meu caso, me instigou na maioria das páginas.

Algumas pessoas também reclamaram do filme, não acho que de fato foi o melhor de Sofia, mas após ter lido tudo sobre o caso, achei muito bacana captar as impressões e as emoções dos jovens, e acho que ela fez isso bem.

No meu Filmow, o filme Bling Ring recebeu 3,5 estrelinhas! E no meu Skoob, o livro recebeu 3 estrelinhas! 🙂

Eu gravei um breve vídeo sobre Bling Ring, caso tenha curiosidade em assistir, segue abaixo o link:

Pela qualidade da imagem, do som e da edição, devo agradecer aos amigos Albieri, Nilton e Diana, que me ajudaram a fazer algo superior aos vídeos anteriores do canal 🙂 Agora pelo conteúdo prometo melhorar! Confesso que fiquei muito nervosa com um público me assistindo ao vivo, com câmeras e microfone, rs. Mas estou trabalhando nisso, ok? 😉 Então descontem essa “resenha” um tanto incompleta.  Mas se gostarem, inclusive pela melhora na qualidade, se inscrevam no canal para que possamos crescer e formar um grupo legal de discussão.

Moral da história de hoje: Não importa se você gosta de coisas fúteis, ou se pode comprar coisas caras, mas o que importa mesmo, é se você consegue controlar, ou se você é controlado por elas.

Abraços Fraternos e até mais! ^^

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[Escrevendo sobre] Truman Capote!

Olá meus queridos, tudo bem?! Hoje quero compartilhar um pouco com vocês sobre Truman Capote.

Primeiro quero dizer que Capote entrou na minha vida faz pouco tempo, especificamente quando resolvi colocar o preconceito de lado e assistir a filme bem antigo, de 1961 para ser exata! Estou me referindo a Bonequinha de Luxo! Sim, aquele clássico com a lindinha da Hepburn ^^

Em Bonequinha de Luxo

Em Bonequinha de Luxo.

Bem, é um roteiro simples, mas sem dúvida deve ter inspirado várias histórias depois dele. Afinal é a história de uma menina do interior que vai para cidade grande na expectativa de casar com um milionário, ficar rica e levar uma vida de princesa! O que acontece é que ela vira uma “dama de companhia” muito sonhadora e esperta, viu? Até o aparecimento de Paul Varjak, que é tão perdido em ilusões quanto ela, que ameaça seu sonho de ser casada com um milionário.
Normalmente não seria o tipo de filme que me conquistaria, mas na sua simplicidade ele consegue transmitir uma sensibilidade, um romantismo e até uma certa elegância sobre as ilusões tão frívolas, típicas de humanos. Recebeu uma nota de 3,5 (de 5) no meu perfil do Filmow e tem 4,3 do público geral. 🙂

O fato é que depois que eu soube que o filme era inspirado em um livro de Capote, fiquei afim de conhecer melhor sobre esse escritor.

*Ainda vou ler Bonequinha de Luxo, já está na lista*

Capote (1924 – 1984), era um ser frágil e magrelo, solitário desde sempre, passou um tempo morando com parentes, na época que seus pais desequilibrados estavam se divorciando, o pai era vigarista e a mãe era muito jovem (seu nome era Lillie Mae, o que me lembrou a história da Bonequinha de Luxo, acho que foi a inspiração para tal).

Truman Capote.

Truman Capote.

Começou a escrever aos 9 aninhos de idade (pode?) e aos 10, já morando com o seu padrasto (que lhe deu o sobrenome Capote) e sua mãe (novamente), submeteu seus contos a um concurso infantil de literatura!

Entre os anos 1943 e 1946 escreveu uma série de contos, que ficaram bem conhecidos através de revistas da época.

Entre suas obras mais valorizadas, além dos contos estão: Other voices, Other rooms (1948), Bonequinha de Luxo (1958) e A Sangue Frio (1965).

Esse último foi seu maior sucesso e sua entrada para um mundo de trevas que não teria volta.

Fascinado com o mundo de sucesso e riqueza, mergulhou em festas, ostentações, bebidas alcoólicas entre outras drogas, vindo a falecer em 1984 após misturar álcool e barbitúricos (ácido).

Em uma época que esse tabu era enorme, era abertamente homossexual e inclusive escrevia sobre esses temas defendendo a causa.

Recentemente ouvir falar sobre um dos contos dele em um Canal Literário e esse conto me intrigou mais ainda. Me deixou mais curiosa, até ao ponto de não resistir e baixar para o meu Kindle Bonequinha de Luxo e 20 de Contos de Truman Capote, esse último já comecei a ler.

Companhia das Letras.

Companhia das Letras.

Então, resolvi abri uma nova categoria aqui no blog, para postar coisas só sobre Capote, ok? 🙂 Vou falar sobre os contos que estou lendo e o que vier a calhar. 😀

Por exemplo, existe um filme sobre a vida dele, que estreou em 2006 no Brasil. Em breve irei assistir e contarei sobre ele, para vocês.

Além disso, logo logo, divagarei aqui sobre “As Parades são Frias” primeiro conto lido por mim, fiquem de olho! ^^

E para a Moral da História de hoje vou deixar palavras do próprio Truman Capote sobre sua vida: “Não sou um santo. Sou um alcoólatra, um drogado, um homossexual e um gênio. Certamente, poderia ter sido todas essas quatro coisas e ter continuado sendo um santo”. 😉 *Esse cara me intriga hahaha*.

É isso,

Abraços Fraternos e até mais!

p.s.: Quem ainda não conhece, ou não se inscreveu no vlog, não o deixem de fazer 😀 mais vídeos em breve.

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[Escrevendo sobre] A Queda de Atlântida de Marion Zimmer

Oi Pessoas, tudo bem!? 😀

Então,

Marion Zimmer é minha escritora preferida, norte-americana, faleceu em 1999 e escreveu maravilhosos livros de Fantasia e Ficção Científica (que são meus “gêneros” preferidos também).

De família pobre começou a trabalhar desde cedo, inclusive como faxineira, até que um dia ganhou uma máquina de escrever de presente! Começou a escrever contos até os anos 50 de tiragem fácil, que falavam sobre sexo ou romance, no estilo daqueles livretos de banca de revista, sabe?! Escrevia, também, para revistas de contos de ficção científica. Pois era assim que ela sustentava sua família, esses contos, afinal, tinham um retorno “mais fácil” de dinheiro. Mas sua escrita nunca fora de todo mal, assim eu acredito, afinal aos 19 ANOS (!), ela já havia ganhado um prêmio por seus contos de sci-fi.

marion-zimmer-bradley

Seu sucesso e notoriedade começou com sua primeira incrível obra, que foi a série Darkover, onde ela fala de humanos em outros planetas que possuíam poderes psíquicos! Foi (ainda é, de um certo ponto de vista) um sucesso.

Vocês estão entendendo isso?! Era uma mulher, escrevendo livros nos anos 40/50 (até os nos 90, né?) e mais, de FICÇÃO CIENTÍFICA, um gênero dominado pelos homens. Não… e o melhor, essa série, por exemplo, fez a cabeça de muita gente, recebendo boas críticas e tudo mais.

*Será a próxima série que lerei dela, já tenho o primeiro livro. São mais de 20 livros só sobre essa série, e ainda não entendi COMO, muitos não possuem nem tradução no Brasil, aparentemente brasileiros não curtem muito a Marion =P, vou ter que forçar meu inglês provavelmente.*

Depois ela continuou escrevendo outros sucessos, como O Incêndio de Tróia, que trazia a famosa história da Helena de Tróia, finalmente pela visão feminina. Quem era Helena? O que ELA pensava?! Enfim… foi mais uma revolução, afinal, agora a luta da autora pareceu virar a causa feminina.

*Inclusive há sites que dizem que ela participou e ajudou um grupo de ativistas feministas lésbicas, que cobravam seus direitos! (Tão Hipster, né? hehe). Mas se foi lésbica, não sei, foi casada duas vezes e teve 2 filhos. *

Ela ainda escreveu um dos livros mais lindos que eu já li, que foi A Filha da Noite! A edição que tenho aqui é da Editora Imago, a capa engana, podem achar que se trata de um livro infantil, mas não é! Pode até ser lido por crianças, mas acho difícil que elas compreendam a profundidade das mensagens. É uma história inspirada na Flauta Mágica de Mozart, pronto, neeem vou falar mais nada, ok? Fica a dica! E Flauta Mágica sem dúvida, é minha ópera preferida ❤

E então lançou o queridinho (ou não) da galera da Fantasia, a quadrilogia (existe isso, né?) das Brumas de Avalon! ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

A série dAs Brumas de Avalon é uma nova forma de enxergar as lendas arturianas sob a ótica das mulheres e da cultura celta (como amo).

*Mas gente, sinceramente, apesar da autora destacar a visão das mulheres da história, de longe eu acredito que se trata de algo feminista, sério mesmo. Não é feminista porque as mulheres não são colocadas como melhores que os homens, mas sim como iguais. Ela consegue descrever muuuuuito bem os vícios femininos – o ciúme, a inveja, o egoísmo, a luxúria e etc – mas também com a sensibilidade que só uma visão feminina pode proporcionar – uma história cheia de intuições, de profundidade emocional, de magia e segredos. É só um ponto de vista diferente do habitual, ok?*

Na minha opinião, para gostar dessas histórias da Marion é preciso ter mente aberta, ter uma curiosidade pelo universo feminino, pela crença na mãe natureza e querer compreender uma coisas descrita como sagrada e mágica mesmo. E homem pode ter tudo isso, não? Alias acho que eles deveriam se interessas mais, compreenderiam muita coisa. E quer saber? Fica óbvio, que ser humano é ser humano independente do gênero, ele busca luz e virtudes, mas tropeça em seus vícios se encontrando nas trevas muitas vezes! É isso!

Facilita muuuuito se você acreditar nas Leis Universais, pois os livros falam sobre Lei de Causa e Efeito, sobre Carma, Lei de Reencarnação, sobre o autocontrole, disciplina espiritual e autoconhecimento. Quem não acredita nessas coisas, vai parecer baboseira mesmo, ou no mínimo, mais uma história qualquer.

E aí chegamos na série que estou lendo. Não é uma sequência oficial, mas antes dela morrer (a Marion), ela deixou a entender que existia essa sequência, que é a história que antecede As Brumas de Avalon, ou seja, ela fala que são livros sobre os ancestrais dos personagens de Avalon, inclusive dizendo que alguns são vidas passadas desses. A sequência é a seguinte:

E acabei de ler A Queda de Atlântida! A edição dos meus dois volumes é da Editora Círculo do Livro, que faliu nos anos 80, para vocês terem IDEIA da situação desses livros com cheirinho de sebo (loja de livros velhos! HUM!) e de Jackets mofadas e rasgadas. *Aliás apesar de gostar de livros de capa dura, não faço questão de Jackets, me dá uma raiva aquilo, sempre sai do lugar, amassa, rasga e fica aquela aparência horrorosa -_-*

a queda de atlantida

Mas então, voltando, são 2 volumes, a Teia de Luz e a Teia de Trevas, cada um possui em torno de 200 páginas, são separados em capítulos curtos, a leitura é fácil e apesar de ser escrito em terceira pessoa, é muito fácil entrar e compreender a mente dos personagens. Eu me identifiquei vááárias vezes com alguns. Nem falo quem são para não entregar meus defeitos sabe… =x

A Teia de Luz

Nesse primeiro volume a autora vai explicar como funciona o mundo que as personagens principais vivem, são elas Domaris e Deoris, duas irmãs que nasceram e passaram a vida inteira dentro do Templo e a Cidade do Templo de Luz. Não diz onde fica, mas parece que fica em um litoral, próximo de uma ilha chamada Atlântida 😉

Lá há a divisão em castas e de acordo com o desenvolvimento das funções de cada um, obedecem uma hierarquia. As irmãs fazem parte de uma casta de estudantes importantes, que poderão virar sacerdotes e sacerdotisas.

Já no começo algo diferente acontece e muda toda a rotina da Cidade do Templo, que é o surgimento de um rapaz misterioso chamado Micon de Atlântida. Micon é naturalmente reverenciado pelas pessoas, carrega em si uma nobreza inquestionável e quase perturbadora, mas mais perturbador ainda é a história que ele trás consigo, que é o reaparecimento dos Túnicas Negras, ou seja, mestres que cultivam e praticam a Magia Negra. Esse reaparecimento não só compromete a dignidade e honra dos Sacerdotes da Luz, como também ameaça a trazer consigo grandes catástrofes.

O título desse primeiro volume vem muito bem a calhar, apesar das más notícias, um acontecimento romântico vai selar o nascimento de um ser de Luz, tudo caminha para essa direção.

A Teia de Trevas

Nesse segundo volume a magia negra fica mais visível, você compreende quem está por trás de tudo isso e pelo menos eu fiquei muuuito nervosa com alguns personagens! Por que será que as Trevas sempre causam mais? O_O ou é só comigo? No sentido que teve partes do livro que eu fiquei ansiosa, sabe quando você entra em um personagem? Identifica-se com ele e fica “Nãoooo, aiii meu Deus e agora?! O que você está fazendo?” hahaha eu fiquei bem assim… uma noite sem dormir por conta disso, não conseguia paraaar de ler enquanto não cheguei na parte que mostrava o que acontecia com a tal personagem, rs.

Mas sinceramente? Não curti muito o final =/ sei lá, acho que estava com a expectativa elevada por conta do meio do livro.

Não que a história no final tenha ficado ruim, mas sim o desenvolvimento dela. Meio apressado, cortando muitas coisas e de repente PÁ.. acabou =P E não há a descrição da hora do acontecimento principal, haha que eu queria ler desdo começo. Há apenas insinuações do que aconteceria.

Enfim o título do volume também faz jus, pois dessa vez você vê acontecendo o inverso, a busca pelo nascimento de um ser das Trevas. Será que conseguiram?

No final do todo, achei a ideia muito inteligente, mas achei que poderia ser bem mais explorada, o leitor agradeceria (porque né?), pois no fim tudo me pareceu tão pequeno para gerar um acontecimento tão enorme! Não vou explicar melhor para não correr o risco de dar spoilers.

Eu vou dar 4 estrelinhas no Skoob para ele 😀

Mas olha, coisas que envolvem Atlântida, Avalon, Egito, Essênia e afins vira caso sério aqui em casa =x haha somos apaixonados, alias acho que só eu me envolvo mais com Atlântida e Avalon (ou povos celtas em geral), então podem me chamar de louca, vou confessar: EU ACREDITO em Atlântida =x (A Verdade está lá fora!). Sempre busco histórias que expliquem como ela era e porque deixou de existir.

Apesar de ser uma história fantástica (no sentido de mirabolante e inventada), eu gostei da ideia que a versão da Marion passa e inspira.

E vou continuar lendo a série, até reler as Brumas de Avalon. Vai ser tipo Cloud Atlas, vocês já viram né? Vou tentar “adivinhar” quem é passado de quem, rs.

Vamos ver no que dá!

Moral da História da Queda de Atlântida: Pequeníssimas escolhas podem fazer toda a diferença no desenvolver de nossas vidas! Carma existe, é a minha opinião (ok?), e a lição que tirei dos casos desses livros foi de como disciplinar nossos pensamentos pode ser fundamental!

É isso!

Abraços Fraternos e até mais! ^^

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Trailer de The Hobbit: The Desolation of Smaug (oficial)

Saaaaaaaaiuuuuu hoje direto do canal Warner  Bros. Pictures (youtube) o trailer oficial da segunda parte da maravilhosa aventura de Bilbo Bolseiro!

Alguém ainda não viu o Hobbit – Uma Jornada Inesperada? Acho que todos já viram, né? Porque se não, meu querido, para tudo e vá providenciar isso AGORA! No seu próximo momento de intervalo entre suas obrigações você assistirá a primeira parte dessa trilogia, ok? Combinado?

Ele tem 4,3 estrelinhas (de 5) no site Filmow, e provavelmente isso se deve não só aos fãs de Tolkien, e do próprio Peter Jackson, mas também porque ele trouxe a novidade pro cinema, a filmagem de 48 frames por segundo, ou seja, mais realismo e nitidez. Eu perdi essa =T poucas sessões foram disponibilizadas no Brasil, porque poucas salas das empresas daqui possuem a capacidade para tal. Manaus nem teve, é claro -_-, tentei ver em Salvador, mas quando cheguei lá o 48 frames tinha saído de cartaz. *PODE FROID?*

Além disso é um filme muito bem feito, trilha sonora perfeita, cenários de tirarem o fôlego, enfim… é verdade que em um dado momento, o filme fica um tanto lento, e quem não for muito fã da obra, pode sentir uma pontada de sono, rs. Era de se esperar, afinal, Peter Jackson quis fazer uma trilogia de um livrinho de em torno de 292 páginas (na edição que eu li)! Tá, ok, mas ele colocou alguns fatos  que estão nos apêndices do Senhor dos Anéis, o que é bem legal.

Enfiiim tudo certo porque quanto mais obras de artes inspiradas nos contos de Tolkien melhor :D~

E para quem não sabe, é nessa história que Bilbo encontra o UM anel pela primeira vez.

Mas vamos que interessa que é o segundo filme:

Ah, a estréia será dia 20 de dezembro em todo o Brasil! O que eu espero desse filme?

– Ver mais ação!

– Ver o Legolas de novo (uuuhuuul);

– Ver “a Elfa” criada pro filme, interpretada por Evangeline Lilly, a grande Kate de Lost \o/;

– Ver o Smaug em ação O_O;

– Ver a fuga dos anões dentro de barris;

– Aaaah e nem preciso citar a trilha sonora e os cenários, pois neles já confio!

Moral da história?! Tolkien é um gênio e ainda bem que existe um diretor de cinema fã delee, além de ser fã do dinheiro que tudo isso gera, né?  ^^ No fim, o que importa é a qualidade e a vontade de fazer muito bem feito, o resto vem por merecimento, rs!

Abraços Fraternos e até mais! 🙂

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