[MIX] Novidades! O Hobbit Ilustrado por Jemima Catlin, Piteco – Ingá e outras coisitas!

E aí galerinha, beleza!? ^^

Eu estou cheia de novidades e coisas para falar do mundo literário, como disse no último post, e a equipe que me ajuda a gravar vídeos não está podendo me acompanhar nesses tempos, muito trabalho (amém!). Então, nos meses de dezembro e janeiro, vou tentar gravar como eu puder, e hoje fiz o primeiro teste, usando meu iPhone =x ficou uma belezura só, hahaha!

Mas estou tão afim de atualizar vocês de algumas coisas, que postei mesmo assim o vídeo, com um zoom enorme na minha cara (não se assustem e nem me xinguem, por favor, sem “bullyings” rs) e os livros desfocados kkkkk aiai, mas tá valendo o que eu falei e a minha intenção, por isso vou complementar postando aqui no blog algumas fotos, para tentar fazer mais jus aos livros que mostrei no vídeo. Veja o vídeo clicando -> AQUI!

Bom, para começar, para quem ainda, por ventura, não sabe, eu sou fã de Tolkien! O autor do meu coração forever and ever! Já li O Senhor dos Anéis, O Hobbit e uma parte de O Silmarillion (vou voltar a ler em breve), e tenho uma lista de livros e biografias que quero ler ainda. O Hobbit, eu li emprestado do meu amigo Albi, até hoje o livro está aqui em casa, não por culpa minha, meu amigo está quase todos os dias por aqui, rs, é quem inclusive me ajuda com os vídeos. Mas agora, finalmente acho que farei questão de devolver! Não que a edição dele não seja legal, pelo contrário, é linda, ótima e maravilhosa! Maaaaaaas… essa semana que passou eu ganhei uma edição de BA-BAR! Muito, mas muito linda! Já sei que irei reler milhões de vezes essa história! ^^
Ganhei de uma forma muito especial de duas queridíssimas amigas/irmãs, a Bia e a Cláudia! Elas são super lindas e maravilhosas 😀 e souberam, realmente, me fazer feliz com um presente, super do meu gosto ^^ Muito obrigada meninas, mais uma vez! AMEI, obviamente!
E eis a edição:

Edição da WMF martinsfontes

Edição da WMF martinsfontes

É linda ou não é?! Estou apaixonada!

Detalhes da capa!

Detalhes da capa!

É capa dura, de tecido, com essa arte maravilhosa na frente, letras e detalhes em dourado *-* aiai (suspiros de amor).

Bilbo na capa! Muito amor! :)

Bilbo na capa! Muito amor! 🙂

Olha só o Bilbo gente! Muito fofo!

O livro é ilustrado por Jemima Catlin, e as ilustrações que seguem as páginas da história possuem traços diferentes dos que estamos acostumados a ver quando se trata de O Hobbit! Mas são lindos DEMAIS, eu, particularmente, adorei! Olha só:

Gandalf e Bilbo s2

Gandalf e Bilbo s2

Os Trolls

Os Trolls

Acho que todos já conhecem a história de O Hobbit, né? Ele está sendo adaptado para o cinema, pelo gênio do Peter Jackson, nesse mês de dezembro está passando a segunda parte, que é a Desolação de Smaug. O livro foi publicado pela primeira vez em 1937!!! E foi editado pelo próprio Tolkien depois para se encaixar melhor ao que foi escrito em O Senhor dos Anéis.

Tolkien foi muito incentivado pelos amigos críticos a publicar suas histórias, inclusive pelo C. S. Lewis, sim, o cara das Crônicas de Nárnia 🙂 Ainda bem, né? Amo todo esse universo tolkiano!

Eis a contracapa!

Eis a contracapa!

E a lombada! Linda, né?

E a lombada! Linda, né?

Se o mundo se divide entre os que leram e os que não leram O Hobbit e O Senhor dos Anéis, tenho muito orgulho de fazer parte dos que leram *-*
Tem começo de livro melhor que esse?

“Numa toca no chão vivia um hobbit…”

Enfim…

Vamos prosseguir, e outra coisa que mostrei no vídeo foi Piteco – Ingá que é a nova Graphic MSP da Panini Comics.

Já mostrei aqui outros volumes dessa Graphic MSP, como Laços da Turma da Mônica Pavor Espaciar do Chico Bento. Os dois volumes são lindíssimos e contam com histórias bem bacanas, mas eu confesso que prefiro Laços porque é muito amor, é muita nostalgia e os traços são apaixonantes, achei que nada poderia supera-lo. E não que supere, mas de uma forma diferente, Ingá é tão bom quanto *-*

Olha só essa capa! Sente o drama ^^

Olha só essa capa! Sente o drama ^^

O autor Shiko é super conhecido pela qualidade da sua arte, e nessa Graphic podemos entender o porque… olhaaaa… que trabalho maravilhoso! E não é só os desenhos que são bons, a história também é muito boa! Shiko misturou os elementos pré-históricos já existentes no Piteco, com algumas características do Nordeste, começando pela própria pedra com o mesmo nome do título, Ingá! Essa pedra de fato existe, e fica na Paraíba.

Que magnífico, não?! Ela integra o rol de mistérios de civilizações antigas, assim como as Linhas de Nazca.

Que magnífico, não?! Ela integra o rol de mistérios de civilizações antigas, assim como as Linhas de Nazca.

Pedra Ingá representada na Graphic.

Pedra Ingá representada por Shiko.

Nessa Graphic, quem narra a história é Tuga, a mulher que é apaixonada por Piteco. Ela é uma xamã e se vê sequestrada para uma sacrifício pelos homens-tigres. Piteco e seus amigos vão tentar salvar Tuga, e claro, a aventura começa.

Eis o Piteco! :D

Eis o Piteco! 😀

Aqui, essa entidade se chama Arapó-Paco, é versão de Shiko do famoso Curupira ou Caipora.

Aqui, essa entidade se chama Arapó-Paco, é versão de Shiko do famoso Curupira ou Caipora.

Ótima história, lindos quadrinhos… fica aí a dica! 😀

Ainda preciso do volume do Astronauta – Magnetar, =/ , mas em breve pretendo fechar esse ciclo e assim, essa coleção ^^

E gente, é isso por hoje! Mostrei outras coisitas no vídeo, mas provavelmente irei mostra-los em uma outra filmagem novamente, então, está tudo certo.

Fico por aqui,

Abraços Fraternos!

Publicado em Sobre Livros, Sobre Quadrinhos e Mangás | Marcado com , , , , , , , , , | 1 Comentário

[Escrevendo Sobre] Os Livros da Magia de Neil Gaiman

E aí pessoas!? Tudo bem?

Me desculpem pela falta de frequência no blog, mas acho que estou com uma overdose de escrita, por conta da minha dissertação, que é um eterno, escreve, apaga, reescreve, corrige, enfim… espero que no começo do ano que vem isso melhore, e eu possa garantir um frequência melhor aqui, tá bom? Tá tranquilo?

Bom, o que deixo de escrever, acabo falando, aos bocados, no canal do Youtube, rs. Ele está sempre atualizado, então, não deixem de dar uma passadinha lá clicando aqui.

Tem bastante coisa para contar para vocês, mas hoje focarei no último último vídeo que foi ao ar, sobre minha leitura de Os Livros da Magia de Neil Gaiman *-*

https://www.youtube.com/watch?v=ZFXDIKMQ4mc

Eu li antes de ler O Oceano no fim do Caminho, apesar de já ter postando aqui no blog, por conta do clube de leitura. Mas enfim… estou encantada pelo Gaiman 😀

Nessa edição:

Edição de Luxo

Edição de Luxo

Os 4 livros estão unidos, possui personagens incríveis, referências históricas e fantásticas melhores ainda e não, não tem nada a ver com Harry Potter.

A história é sobre o Tim Hunter, um garoto de 12/13 anos que é visto pela Brigada dos Encapotados como um possível grande Mago.
Essa Brigada é composta pelos maravilhosos:

John Constantine, Doutor Oculto, Mister IO e o Vingador Fantasma

John Constantine, Doutor Oculto, Mister IO e o Vingador Fantasma.

Cada um deles leva Tim Hunter para uma aventura diferente, com a intenção de apresentar o mundo da magia, para que ele, no final, possa decidir então se seguirá com a “carreira” de mago.

No trama coisas super interessantes vão acontecendo, mas me apeguei de fato mais às referências escancaradas ali. Rs.

Olha, depois dessa leitura fiquei louca para conhecer mais sobre o John Constantine (DC Comics), o Vingador Fantasma (DC Comics), o Sandman (do Neil Gaiman), a Morte e o Destino (ambos também de Gaiman).

Éééé… cada vez mais me vejo fascinada por esse universo dos Quadrinhos *-* ele está me seduzindo… (oooh yeeaah)

Os Livros da Magia são aconselháveis para maiores de 18 anos, e isso pode soar muito estranho porque não tem nada demais no quesito pudor, violência e o que equivalha. Mas, de fato, possui tudo demais, no quesito interpretação e conclusão da história. Esse conselho é mais em consideração a capacidade de compreensão de certas questões fundamentais e universais da vida, do que a ver com alguma censura. Pelo menos foi a forma que consegui enxergar.

Sinceramente, a capacidade de compreensão, para mim, não tem muito a ver com a idade, mas mesmo assim, essa foi a única justificativa que fez sentido. =P
De fato se você quiser extrair o que a história pode oferecer, é necessário reflexão, as vezes parar naquele quadrinho específico e tentar abstrair sem subtrair determinado tema. Sem dúvida será uma obra que irei visitar mais vezes. *-* Eis a magia de Gaiman.

Outra coisa, que está contida logo na introdução, é o fato da mitologia estar presente ali, de forma riquíssima e obedecendo muitas vezes o que gênio do Joseph Campbell descreve como “a jornada do herói”, e isso também é algo que deve ser visto com muito carinho e cuidado, pois um símbolo, um ato, pode significar um universo inteiro ❤

Bem, não irei me alongar mais, mas foi uma leitura de 4 Estrelinhas *-* (que depois de algumas leituras, talvez virem 5 estrelinhas… não sei… fiquei confusa).

Moral da História!: A magia existe apenas para quem quer, e eu quero, então eu acredito na magia! haha Não gente, tem várias outras morais a serem tiradas, mas são tão filosóficas e até um tanto profundas e pessoais, que envolvem nossas crenças, que talvez seja melhor guardar por enquanto. Quem sabe mais a frente a gente não volte a falar sobre isso aqui!? ^^

Abraços Fraternos,

Até mais! ^^

Publicado em Sobre Quadrinhos e Mangás | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

[Sobre] O Oceano no Fim do Caminho de Neil Gaiman

Olááá meus queridos,

Veni, Vidi, Legi para vocês!

*Eu adoro ficar falando essa frase, parece um feitiço do Harry Potter*

Veni, Vidi, Legi é o nome do Clube do Livro que estou participando! \o/ RÁ! Que demais, sempre quis participar de um 🙂

E foi escolhido para ser debatido no mês de Dezembro o livro que faz jus ao título desse post. ^^ Adorei, porque justamente estava querendo tirar o Neil Gaiman da minha listinha de autores que todo mundo já leu, menos eu.

Mas vamos às minhas considerações após a leitura do livro. (SEMANA QUE VEM VAI SAIR O VÍDEO SOBRE, SE INSCREVA AQUI, PARA NÃO PERDER).

O Oceano no Fim do Caminho é o mais novo romance para adultos de Neil Gaiman, publicado aqui no Brasil pela maravilhosa Editora Intrínseca, com uma edição ótima, em 208 páginas de pura fantasia, nostalgia e alma humana.

oceanonofimdocaminho

O Narrador nos conta sua história com destaque ao um fato interessante que ocorreu na sua infância, seu nome não é revelado, mas sabemos que ele está em Sussex, na Inglaterra ❤ e tem mais de 40 anos.

Após um funeral, ele decide dirigir até a sua antiga casa, onde passou maior parte da sua infância. Mas ao chegar lá, ele percebe que não era para sua antiga casa que estava sendo atraído, mas sim para uma fazenda que ficava ali próximo, a Fazenda Hempstock (aliás esse nome, né? Meio sugestivo), onde conheceu sua amiga chamada Lettie, que morava nesse lugar junto com a mãe e a avó.

A Fazenda tinha um lago, relativamente pequeno, mas que a Lettie insistia em chama-lo de Oceano! Mas o mais interessante ocorre quando o nosso narrador chega até essa fazenda e é tomado por lembranças antigas, há tanto tempo esquecidas no passado. Essas lembranças tem a ver com coisas muito assustadoras para uma criança de 7 anos, entre elas, um suicida, que realizou esse ato dentro do carro de sua família – do narrador -, caindo em cima da sua revista preferida semanal.

Esse ocorrido desencadeou vários acontecimentos bizarros em sua família, a amizade com a Lettie e a entrada em um mundo muito estranho e diferente, um mundo mágico recheado de medo, emoção e sabedoria.

Minhas marcações *-* Passagens (quotes) que amei :)

Minhas marcações *-* Passagens (quotes) que amei 🙂

Eu não tenho muito costume, ainda, de utilizar os marcadores adesivos durante uma leitura. As vezes quando eu lembro, eu marco algum trecho. Mas vejam só o que ocorreu com esse livro! Tem muita marcação para apenas 200 páginas de história, rs. Pelo menos foi o que eu achei, pois já que não tenho esse costume, estranhei muito a necessidade que eu tinha para marcar, quando eu estava lendo sem os adesivos por perto, já ficava tensa.

Eu já li também nesses últimos dias Os Livros da Magia, do mesmo autor, o Neil Gaiman, ainda vou postar sobre ele semana que vem. AGUARDEM! Mas só estou falando isso agora porque eu estou descobrindo um mais novo autor para se candidatar a meu ídolo, para entrar no meu TOP 5, ou coisa do tipo, rs. Só não confirmo isso agora, porque sei que ele já fez muita coisa, tem muitas publicações e quero conhecer mais essa obra toda antes de me adiantar e coloca-lo em algum pedestal junto com o Tolkien, por exemplo. Hahaha.

Talvez seja necessário, de fato, no mínimo ter uma queda por Fantasia/Fábula/Mitologia. Se não for o caso, acho que pouco irão encontrar sentido em O Oceano no Fim do Caminho, ou pior, vai parecer Uma Maluquice sem Fim.

O que obviamente ocorre nessa história, é uma crise de escapismo. Quando o narrador volta aos 7 anos, ele lembra que sua família estava vivendo uma crise, que seu pai era um p%$# de um hipócrita, que um  suicida havia aparecido no carro da família e que ele era louco por livros, lia absurdamente! Então, toda vez que algo o aborrecia muito, ele “escapava” para o mundo dos livros (normal 😡 não vi nada muito bizarro aí). O que poderia justificar toda a magia que ocorreu, a fantasia e a jornada feita por ele e por Lettie (que aparentava ter 11 anos).

Acredito que tem uma pegada meio auto-biográfica nesse livro, o próprio Neil Gaiman, nos agradecimentos cita que não é a família dele, ou sobre, mas que utilizou alguns detalhes para construir a história. E acho importante dizer isso, porque só assim para descrever em detalhes e tão profundamente alguns sentimentos infantis.
O quanto o mundo adulto nos era incompreensível, o quanto gravávamos na memória informações um tanto desconexas porque na época era só aquilo que conseguíamos captar. E o principal de tudo, o quão melancólico e assustador pode parecer algumas lembranças lá do fundo de nossa jornada de vida antes de “virarmos adultos”, o quão diferente enxergávamos algumas coisas, tudo parecia ser tão grande, tão superior e mais forte.

Em casa, meu pai comia todas as torradas mais queimadas. “Humm!”, dizia, “Carvão! Bom para a saúde!”, “Torrada queimada! Minha preferida!”, e devorava tudo. Quando eu já era bem mais velho, ele me confessou que jamais gosto de torrada queimada, só comia para não desperdiçar, e, por uma fração de segundo, minha infância inteira pareceu uma grande mentira: foi como se uma dos pilares da fé sobre os quais meu mundo fora erigido tivesse  se desfeito em pó (pág. 28).

Esse é um exemplo, das várias possibilidades, que temos de gravar na memória um fato, mas só até onde temos capacidade de compreender. Provavelmente até existia um tom de sarcasmo e ironia na voz do pai, mas nosso narrador menino não enxergava assim. Outra parte que fala sobre um sentimento que ele tinha quando criança, que me chamou muito atenção foi:

Eu me perguntei, como frequentemente me perguntava quando tinha aquela idade, quem eu era e o que exatamente estava olhando para o rosto no espelho. Se o rosto para o qual eu olhava não era eu, e sabia que não era, porque eu ainda seria eu não importava o que acontecesse ao meu rosto, então o que eu era?! E o que estava olhando? (Pág. 63)

UAU! Amei essa parte, apesar de duvidar que um garotinho possa fazer toda essa reflexão, mas eu já tive essa mesma sensação, principalmente quando era criança. Aliás eu tinha até medo de ficar me encarando muito tempo no espelho, porque começava a sentir essa sensação de “não reconhecimento” e isso me assustava. Não sei se todos passam por isso, se já sentiram em algum momento ou se é coisa de gente maluca mesmo (obrigaaada =P), mas quando eu li esse trecho me arrepiei toda, na hora foi algo como “Meu DEUS! Como é que o cara (Gaiman) conseguiu descrever uma sensação que para mim já é tão nostálgica e estava quase que esquecida? Como ele conseguiu resgatar isso tão inocentemente?”. É como se ele tivesse descrito algum segredo mais íntimo meu.

*Bem, não sei, mas eu devo estar me alongando muito nessa “resenha”, porque de fato foram muitas as sensações e sentimentos que tive ao ler esse livro! Ganhou 5 estrelinhas e coraçãozinho no meu skoob!*

Mas se vocês tiverem paciência, eu gostaria de expor só mais algumas coisas .

O livro é rico em mitologia, assim como em Os Livros da Magia, Gaiman tem uma pegada muito forte da Jornada do Herói descrita por Joseph Campbell (aaah como eu amo). Há o chamado para aventura, há o medo e a negação, há a entrado no mundo mágico, há os ensinamentos sábios/iniciações e há o retorno ao mundo ordinário!

*Minhas histórias preferidas seguem esse roteiro, quer dizer a maioria das histórias do mundo segue, mas poucas conseguem se aprofundar em cada campo desse ciclo, descreve-los de forma quase que espiritual*

E bom, falando nisso… se me permitem desabafar, apesar do óbvio escapismo, acredito que há algo muito mais profundo para se retirar dessa história.

E quem ainda não leu, e não quer nenhuma explicação mais profunda sobre, melhor parar por aqui, volta depois, pois quero saber a opinião de todos ^^

Mas enfim, a forma como o autor coloca as 3 mulheres da Fazenda Hempstock, me pareceu uma alusão muito forte a trindade, a tríplice força da natureza, ou qualquer nome que equivalha e queiram chamar.

Triskle Celta. Representa a Trindade :)

Triskle Celta. Representa a Trindade 🙂

Esse símbolo celta, pode representar vários grupos de trindade, por exemplo, nascimento, vida e morte; ou corpo, mente e espírito; ooouuu o que se encaixa perfeitamente a história a Donzela, a Mãe e a Anciã. Essas representam as fases da vida e até, o que a natureza tem para nos proporcionar, como serva, mãe e mestra.

Entre outras reflexões interessantes, tem a parte quando ele entra no Oceano! Aaaaah que parte minha gente, que descrição! 🙂 Gosto mesmo de tudo isso! Parte da fala da Lettie e da reflexão do nosso narrador:

… Nunca o suficiente de você reunido em um só lugar, de um jeito que não haveria nada que restasse e que poderia pensar em si mesmo como um “eu”. Nenhum ponto de vista, não mais, porque você seria uma sequência infinita de vistas e de pontos…

Eu ia contra-argumentar. Ela estava errada, tinha que estar: eu amava aquele lugar, aquele estado, aquela sensação e nunca mais iria embora (pág. 165).

Para mim é aqui que o Herói atinge o ápice da Jornada, a revelação, a iluminação. E eu pensei no Oceano como Deus, ou o que chamam de éter (uma parte da ciência cósmica já explica isso um pouco), de plasma da vida, entre outros nomes.

Outros trechos interessantes remetem a própria ciência, como o comportamento dos átomos para identificar a origem e tempo do objeto (tudo bem que isso é citado em um contexto fantástico, rs), tem também uma leve pitada de viagem entre dimensões através de buracos de minhoca. Sabe? Aquele buraco (que antes estava no formato de um verme, de uma minhoca) feito pela Ursula Monkton. Inclusive uma parte desse buraco fica no coração dele, que pode tanto representar a capacidade dele visitar essas outras dimensões de vez em quando (o que justifica a “volta da memória” quando ele retorna a fazenda) ou também o vazio que a Ursula deixa no peito dele após destruir algumas seguranças infantis que ele ainda tinha.

200 páginas e eu escreveria mais 100 justificando cada pensamento e sentimento que passou por mim durante a leitura! Por essas e outras, não tenho mais o que falar se não dizer que amei, que me diverti e ainda por cima que me levou a uma reflexão mais profunda mesmo, que toda boa leitura deve fazer. 🙂

Bem povo, eu sei que me estendi muito, espero que pelo menos alguém leia isso tudo kkkk para ver se concorda em algo, ou se viajei total. Enfim, no mais, espero de alguma forma contribuir para mais incentivo de leitura e com a discussão que será feita no clube do livro que agora faço parte! ^^

Moral da História!: O Oceano é um destino comum a todos. Invariavelmente encontraremos ele no fim do caminho 🙂

Abraços Fraternos,

Até mais!

p.s.: Me perdoem se houver algum erro na escrita (seja de português ou de digitação), terminando de escrever de madrugada e já estou dormindo u.uZZzZz, qualquer erro podem me corrigir sem melindre algum 😀

Publicado em Sobre Livros | Marcado com , , , , , | 5 Comentários

[Escrevendo Sobre] Relatos de um Mundo sem Luz e O Amuleto Perdido da Amazônia

Meus queridos e minhas queridas, tudo bem!?

É com muita satisfação que hoje vou “falar” um pouco sobre 2 obras que foram escritas na minha terra (Manaus). Mas antes, tem também o vídeo, se preferir ver o que eu acho por lá, segue o link -> http://youtu.be/Gmn93AQzKog

Bem, vamos começar com o “Relatos de um mundo sem luz” do Jan Santos.

evangeline

Jan Santos é estudante de Língua e Literatura Portuguesa na UFAM, tem 19 anos e estava presente na I Feira do Livro de Manaus, onde fizemos uma entrevista com ele e lá ele pode nos explicar como foi que virou escritor, do que se trata o universo criado por ele, suas dificuldades, influências e etc. Quem tiver maior curiosidade é só clicar aqui para assistir.

Relatos de um mundo sem luz é um conjunto de contos que nos apresenta o universo de Hélade, um lugar que não vê a luz do sol há mais 400 anos. E todas as histórias que irão ocorrer nesse universo participarão de uma sequência chamada de Evangeline (pelo o que eu entendi).

Eu gostei muito da escrita do Jan, mas ela é mais formal mesmo, densa, é necessário dar atenção para compreender o texto e interpretá-lo, digo isso principalmente para quem não tem o costume de ler livros mais adultos de fato.

Os contos são divididos em 3 partes e a cada começo de parte há o que seria a letra de uma canção (?!), foi o eu entendi pois o “autor” dessas palavras é um bardo, chamado Orfeu  XVIII, o que já nos remete aos mitos gregos, aliás o próprio nome Hélade é também grego.
E eu gostei muito dessas referências, são dicas do que podemos esperar, eis um trecho de uma canção que adorei:

“És fogo, força, és fúria
Diamante torto
Lapidando em moléstia e penúria

Acorrentado ao suplício, tu não és
Voa com o sol em tua cabeça
E a tempestade a teus pés

Estica as asas pelo ar
Pois não ressuscitas para morrer
Morres para ressuscitar”

Amei ❤

Já sobre os contos em si, meus preferidos foram O Peregrino e Sono de Adúltero.
Eu não quero falar a óbvia influência que tem sobre O Peregrino, porque pode soar como um spoiler, rs. Basta dizer que me encantei mesmo e que se trata de um observador daqueles que são rodeados pela morte.

E Sono de Adúltero é sobre uma feiticeira chamada Circe, e aqui faço uma declaração, eu adoro feiticeiras ❤ são sempre mulheres de personalidade forte, e Circe não é diferente 🙂

Gostei de muitos outros contos, não posso dizer que tem algum que não gostei, o que pode ter ocorrido é que em algum eu não compreendi a mensagem a ser deixada. Talvez eu preciso reler. Talvez eu preciso que o Jan tenha sucesso com alguma editora e lance logo o seu livro integral sobre a história de Hélade, rs. Porque fiquei muito curiosa como tantos personagens, contextos e tempos diferentes vão se encaixar em uma história só.

Mas já deu para perceber muitas influências dos contos fantásticos clássicos, e isso agrada o meu gosto, pelo menos.

A edição gente, como foi explicado na entrevista e citado no meu vídeo, é independente, ou seja o próprio Jan bancou a edição e as cópias. Talvez até por isso mesmo, que é uma edição muito simples; as folhas são brancas, não encontrei nenhum erro, pelo menos nenhum que possa atrapalhar a leitura, mas a diagramação é simples mesmo e a capa, apesar de simples, não conter aba, nem algo do tipo, ela é liiinda na minha opinião, gostei muito 🙂

E enfim, eu dei 4 estrelinhas no meu skoob para Relatos de um mundo sem luz, muito bom porque tem tudo para corresponder ao meu gosto pessoal de leitura, porque me deixou curiosa, porque gostei do jogo de palavras, porque tem contos incríveis. E só não dei 5 estrelas porque quero conhecer o universo de Hélade primeiro (de forma mais integra), saber como esses contos vão se relacionar a esse universo. Como vão se encaixar e etc. E além disso ainda vou precisar reler com mais calma para captar o que ainda não fui capaz, talvez.

Jan, como já citei, boa sorte e sucesso!

Ah, lembre de mim quando for lançar o seu próximo livro, deixe-me saber logo, porque vou querer, sem dúvidas, lê-lo quanto antes, rs *-*

Contato com o Jan Santos: https://www.facebook.com/relatos.de.um.mundo.sem.luz?fref=ts

E agora vamos para  “O Amuleto Perdido da Amazônia”.

Capa Amuleto Perdido Amazonia 16x21cm-01_FJTxra_thumb[1]

Esse livro eu adquiri na I Bienal de livros do Amazonas, que foi no ano passado, onde tive a oportunidade de conhecer o autor e também ter um livro autografado 😀

A história contada no livro se resume na busca por um amuleto perdido, que faz parte de uma lenda amazônica, chamado de muiraquitã.

Lenda do Muiraquitã

Lenda do Muiraquitã

Essa busca é feita por uma “ONG” internacional, “gringa” mesmo, que na verdade é uma empresa ilícita que se veste de ONG em prol a preservação da natureza para ter livre acesso aqui na região.

O verdadeiro interesse dessa empresa/ong é de explorar e praticar a biopirataria na região da amazônia, fazer pesquisas com o nosso material, criar medicamentos, entre outras utilidades, vender esses produtos e lucrar sem nunca fazer referência a matéria-prima e nem pagar qualquer patente.

Esse é um assunto problema da nossa região mesmo, são vários os relatos que ouvimos sobre essas tantas ongs gringas que vem para cá e não há uma fiscalização eficaz por parte do nosso governo, do nosso país.

Enfim, há essa empresa e há um grupo de pessoas, e esse grupo de pessoas tentam impedir o sucesso dessa empresa em encontrar o amuleto.

Tudo isso porque esse amuleto supostamente guarda diversos segredos, entre eles o segredo da imortalidade humana.

Para que não caia em mãos erradas há muita ação, agentes secretos, explosões e armas secretas e etc.

O que eu achei legal no livro?

– Muitas referências a nossa região, fatos históricos e lendas populares daqui,  o que abrangeu meu conhecimento, sobre a região, afinal, não é porque nasci e moro aqui que eu conheço todas as lendas e fatos históricos.

– Um aprofundamento sobre as lendárias Amazonas, amo essa lenda ❤

– Teixeira conseguiu descrever algo muito próximo do que eu acho das mulheres amazonenses, com a personagem Ângela, na questão mais emocional mesmo e comportamental. Horas se demonstrando independente e que não liga para romances, horas se entregando e abrindo a boca para falar o que acha mesmo sobre aquela tal situação, rs. Claro que isso, não se encaixa a todas, nem sei se se encaixa a mim, mas é pelas histórias que costumamos escutar por aqui mesmo.

– E é sempre bom ver um aventura ocorrendo em nossa terra.

O que eu não gostei?

– Bem, essa coisa com agentes secretos, muita ação, explosões e armas sei lá o quê, não faz muito meu estilo, não me cativa mesmo. Aqueles momentos em que os personagens estão com um problemão nas mãos e de repente é solucionado por arma secreta, por um botão escondido no relógio (ou o que equivalha)… enfim… muuuito difícil de gostar de algo do tipo. (O que não quer dizer que eu nunca vou gostar de algo assim…).

– Os capítulos curtos e toda essa ação em algumas horas me lembrou muito Dan Brown. E… eu não curto Dan Brown 😡 Mas eu sei que isso é muito pessoal, e que uma grande maioria adora os livros dele.

– O romance! Apesar da Ângela ser uma pessoa até interessante, o romance entre ela e o Samuel não me convenceu mesmo. Não me cativou. Não gosto desse tipo de romance que em algumas horas já há uma intimidade absurda, onde há aquelas cenas constrangedoras, onde eles estão fugindo de balas ou algo do tipo e de repente um repara no corpo do outro e pensam o quão ele/ela é atraente. Sério, não faz sentido para mim. E tem falas do Samuel, que se eu fosse a cortejada, sem dúvidas faria uma careta enooorme e até me atreveria a dar um tapa na cara dele, haha. Muito inconveniente, na minha humilde opinião, é claro.

Enfim, agora falando sobre a edição, a minha é da Canapé Editorial, nela contem alguns erros de diagramação, por exemplo, uma frase que era para estar no início do próximo capítulo está no final do anterior. Mas sobre isso, o escritor me falou que ele não trabalha mais com a Canapé Editorial, parece que teve alguns problemas lá mesmo, e que agora trabalha de forma independente. Tem o e-book na saraiva já com os devidos consertos.
Mas a capa é bem legal, né? Eu adorei 🙂

Dei 3 estrelinhas no meu skoob para “O Amuleto Perdido da Amazônia” porque adorei adquirir mais conhecimentos sobre a região que moro, adorei ver um autor daqui escrevendo uma aventura, uma ficção um tanto diferente do convencional regional. Mas o gênero não é muito do meu gosto, como já expliquei, também.

Espero que vocês tenham gostado das dicas de hoje.

Aos autores se falei alguma besteira, me perdoem, isso aqui não é nada com intenção profissional, longe disso. Os leitores daqui já sabem, se não, estão sabendo agora, que isso tudo são apenas minhas opiniões como uma leitora bem comum, sem intenção de uma crítica profunda e jornalística, meeesmo.
Moral da História!: Experimentem! É muito bom ler algo diferente do convencional, do que é mais popular, pois é se sentir como um dos primeiros exploradores, um desbravador de novos mundos, e aproveitem, porque de repente, daqui a pouco, um desses autores estará fazendo muito sucesso *-* 😉

Abraços Fraternos e Até mais! 😀

Publicado em Sobre Livros | Deixe um comentário

[Escrevendo sobre]: Os Goonies

Vamos falar sobre Os Goonies então. (Fiz um vídeo sobre tbm, clica aqui para ver :D).

Aaaahh Os Goonies… inspire e sinta nesse momento a fragrância de nostalgia, inocência e amizade ❤

Os-Goonies

Em 1985 foi produzido por Steven Spielberg, e apesar de não ser nenhuma especialista na área do cinema, e ser passível de críticas por anti-hollywoodianos, eu vou dizer a vocês, adoooro a maioria dos trabalhos que envolvem esse nome, ok?! Tubarão, E.T., Twilight Zone, Indiana Jones, Gremlins, De Volta para o Futuro, A cor Púrpura, Hook, Jurassic Park, Gasparzinho, Amistad, M.I.B., O Resgate do Soldado Ryan, A.I., Vanilla Sky, Prenda-me se for capaz, Minority Report, O Terminal, Memórias de uma Gueixa… para para, séééério, tem como não ser fã desse cara!?!?! Alguns dos meus filmes preferidos estão aí nesse bolo, eu ainda vou ter a coleção de Spielberg na minha estante de filmes *-* ❤

Foco Vanessa… ok!

Então “Os Goonies” foi lançado em 1985 e tem a Cyndi Lauper com a música tema! quer mais anos 80 que isso?! Jesuiiiis!

Imagem

E se trata de um grupo de amigos que se intitularam de Os Goonies porque moram em uma região conhecida como Docas Goon, um lugar um tanto pobre, onde as pessoas que possuem um poder aquisitivo maior lá pelas redondezas e pouquíssimo senso de moral usam a expressão “goony” para se referir de forma pejorativa aos moradores mais pobres.

O grupo resolveu assumir essa característica em comum deles, e como uma forma de responder ao “bullying”, eles passaram a utilizar essa expressão com orgulho, porque ser um Goony é fazer um juramento, um juramento que já mostra o caráter do grupo:

“Eu jamais trairei meus amigos das Docas Goon,
Juntos ficaremos até o mundo inteiro acabar,
No céu e no inferno e na guerra nuclear,

Grudados feito piche, como bons amigos iremos ficar,
No campo ou na cidade, na floresta, onde for,
Eu me declaro um companheiro Goony
Para sempre, sem temor.”

Mas para cumprir com esse juramento, o grupo precisa tomar alguma providência já que uma hipoteca os ameaça a perderem suas moradias, e em consequência a se separarem.

É quando eles encontram no sótão da casa de Mikey Walsh, o líder do grupo, um mapa pirata! E junto com ele uma lenda! A Lenda do Willy Caolho!

Willy Caolho foi um pirata que foi perseguido por um rei e acabou preso com navio e tudo em uma caverna. Dizem que o Willy e sua tripulação construíram então túneis e mais túneis por essa caverna, com muitas armadilhas para que ninguém que não fosse digno pudesse roubar o grande tesouro.

goonies_map_2010_a_l

Gordo, Mikey Walsh, Bocão e Dado.

Então agora vocês podem imaginar esse grupo de amigos, saindo de casa para se aventurar seguindo as dicas do mapa, entrando em uma caverna cheia de armadilhas para  encontrar o tesouro que pode salvar a moradia deles.

E aí temos personagens incríveis, como o Bocão, o Gordo e o Dado <3.

Temos também o surgimento de uma família de mafiosos, bem atrapalhada e engraçada, mas que podem provocar tensão!

Os Fratellis

Os Fratellis

Temos o grande e carismático Sloth e sua frase “CHO-CO-LA-TE! Sloth quer chocolate!” hahaha gente até hoje fico repetindo isso toda vez que sinto vontade de comer chocolate, coisas simples assim que fazem da nossa vida uma experiência mais legal!

Sloth!

Sloth!

E óbvio que temos esqueletos piratas, um navio pirata e finalmente um grande tesouro *-*

Aaah pessoas… o filme é incrível! E se sou besta eu não sei, mas fico rindo até hoje, vide o quanto ri revendo esse filme há uns dias atrás.

O livro lançado e editado pela Darkside é de babaaaar, a diagramação é linda! Tem o desenho do mapa, tem uma tradução engraçada e que, na minha opinião, combina com a história. E James Kahn (o escritor), teve uma saca incrível de colocar coisas a mais, que não aparecem no filme, é claro, o livro sempre tem espaço para explorar mais um contexto, né?

Os Goonies

Vou destacar algumas curiosidades:

– O livro é escrito em primeira pessoa, e essa pessoa é o Mikey Walsh. Um garoto inteligente, sensível e que provavelmente tem um lado espiritual bem desperto;
– Essa é a outra questão, o livro possui um Q espiritual bem interessante que não está explicito no filme, a ligação estre Mikey e o Willy Caolho, a intuição do grupo e até o Sloth medita e tem algumas cenas interessantes no livro, nesse aspecto 😀
– Bem, enquanto no filme eles estão em um cenário e de repente aparecem em outro, no livro podemos ver as conversas que rolam durante essas caminhadas, e são conversas interessantes.
– Há muuuuuuitas referências a cultura americana, eles lendo devem sentir um saudosismo gigante, e nós podemos ter alguma noção disso.
– Amei ler a versão do bocão do famoso conto “A Pata do macaco” ou “A mão do macaco” de WW Jacobs.
– E uma coisa engraça é que no livro o Bran (irmão mais velho de Mikey Walsh) fala em um dado momento o seguinte “… então eu vi aquelas pegadas de hobbit indo até o farol…” se referindo as pegadas de Mikey Walsh, que no filme é interpretado por Sean Astin, o Sam de O Senhor do Anéis ❤ hahaha

Mikey Walsh e Sam

Mikey Walsh e Sam

Enfim gente, o filme é delicioso, mas quem não curte uma pegada fantástica e mais, dos anos 80, talvez não consiga apreciar tanto. E o livro vale muito a pena para quem é fã desse tipo de arte!

Espero que vocês curtam essa dica e…

Moral da História!: Agora entendo como o meio pode nos influenciar, principalmente a cultura. Isso porque vendo a minha infância e as coisas que mais me chamavam atenção… foram essas coisas que me trouxeram onde estou agora. Alguém que ama a Fantasia, vive de sonhos e da esperança em viver algo grandioso. E como não poderia ser diferente “… me declaro uma companheira Goony, para sempre, sem temor!”. 🙂

Abraços Fraternos ^^

Publicado em Sobre Qualquer Coisa | 1 Comentário

Resumo da 1ª Feira do Livro de Manaus e uma “mini entrevista” com Guilherme Fiuza

Então pessoas, como vocês estão? 😀

Vim aqui para contar um pouco sobre a 1 Feira do Livro de Manaus pois acabei de lançar no canal do YouTube a terceira e última parte das gravações que foram feitas lá pela equipe do Moral da História! 😀
Está bem legal, não deixem de dar uma olhadinha lá com as entrevistas e pouco mais.

Entrevistados: Jan Santos (escritor), Tatiana Malafaia (psicóloga), José Castello (crítico e escritor), Marinho Junior (organizador do evento), Luis Eduardo Matta (escritor) e Guilherme Fiuza (crítico e escritor).

Feira do Livro - Parte 1Feira do Livro - Parte 2Feira do Livro - Parte 3

Bem, primeiro quero registrar que foi uma surpresa tudo que pudemos fazer lá: as pessoas que entramos em contato, os autores e figuras que entrevistamos e todo o carinho dos organizadores do evento. Simplesmente foi incrível, todos foram super simpáticos e prestativos.

Mas vou resumir pontuando os pontos negativos e positivos do que pude presenciar na Feira, ok?

Os pontos negativos (na minha opinião) foram:
– A Feira foi bem pequena na minha opinião, digo em variedades de editoras e opções de compras, né?
– Os valores não estavam nada acessíveis nos stands que eram do meu interesse.
– E tinha muitos outros stands, mas de literatura cristã, que apesar de não ter nada contra, normalmente esse tipo de leitura não me atrai, então, de fato, sobraram poucas opções para mim =/ e Infelizmente sai de lá apenas com dois livros, sendo que um foi para dar de presente. #consumistaschoram

Os pontos positivos foram:

– O bom trabalho de ter trazido para cá autores conceituados ou que no mínimo iriam atrair um público jovem para conhecer histórias e o mundo da leitura. Ex.: Tico Santa Cruz, Guilherme Fiuza, Luis Eduardo Matta, José Castello, Gabriel, o Pensador, entre outros;
– O trabalho com o público infantil e jovem, oferecendo vários atrativos como as peças do grupo Metamorfose, os corais de canto e os convênios com escolas.
– A oportunidade oferecida a novos escritores, como foi o caso do Jan Santos.
– Os organizadores do evento, que foram uns fofos, super simpáticos e prestativos para ajudar a todos ali.
– A disposição do espaço estava ótima, com sala para a impressa, sala para o Bate-Papo dos autores com o público, ambiente para ter uma conversa legal com os amigos, lanchonete e espaço para apresentações teatrais (além dos stands, é claro).
– E, por fim, a relação próxima do leitor com o escritor, que foi oportunizada através dos bate-papos e das sessões de autógrafos.

Sim, eu estou apostando que ano que vem será melhor ainda.

Mas como nem tudo é glamour, entre alguns fatos engraçados e nervosos que me aconteceram lá, no dia 02/11/13, no dia do Guilherme Fiuza, eu cheguei lá, mas o resto da equipe não, vejam só vocês… (e ainda mandaram mensagens “chatas” insistindo para EU não me atrasar) e claro, o Fiuza chegou, chamaram as pessoas que gostariam de entrevista-lo e eu estava sem câmera alguma! E aí que nervosamente deixei uma equipe passar na minha frente… 15 minutos se passaram e nada da equipe chegar! E aí então abriram a porta da sala de entrevistas e falaram “E aí? É agora ou nunca!” e eu pensei: OMFG! (sim, eu penso em expressões americanas… influência de tantos seriados na minha vida)

*Gente, vocês devem levar em consideração que eu não tenho prática com isso, que eu não me profissionalizei nisso e toda a mudança no contexto me deixou suando, né?*

Entrei na sala nervosa, liguei o gravador do meu iPhone – que eu nunca uso -, me falaram que eu tinha apenas 5 minutos e fui apresentada pro Fiuza.

*coitado, deve ter quase sentido pena (ou desprezo kkkk) de mim e do meu estado de timidez e nervosismo*

Mas ele foi muito simpático, é claro, super de boa, fiz apenas duas perguntinhas para ele que vou tentar transcreve o que ocorreu abaixo:

Moral da História: “Gostaria de saber sua opinião sobre as últimas repercussões sobre as Biografias não-autorizadas, sobre serem colocadas como contra a lei e etc.” (gaguejando, é claro!)

Guilherme Fiuza: “Me parece que tem uma coisa que soa errada, que é a motivação que levou a isso. Porque nós vimos um grupo chamado “Procure Saber” que é constituído por artistas sensacionais, nossos ídolos, mas com um tipo de reivindicação que soa estranho, porque o Chico (Buarque), o Gil (Gilberto), o Caetano (Veloso), com exceção do Roberto Carlos, todos eles tem sido biografados em várias obras de uma maneira muito positiva, as vezes até complacente, o que não é um problema, é uma visão sobre a vida dessas pessoas. Mas então o que me incomoda… [essa hora ele para porque me viu mexendo no celular (fiquei com medo de não estar gravando porque a tela apagou) e ele me questiona “Isso está sendo gravado mesmo?” kkkk e eu com o rosto vermelho confirmo “Está sim, rs”] … é que várias biografias e retratações do Chico, por exemplo – um dos membros mais ativos do movimento – são muito positivas, sem polêmica, sem a intenção de mostrar um lado sombrio ou cruel… enfim, não há nada que indique que esses artistas estão sendo difamados e que eles possam dizer “BASTA DE EXPOSIÇÃO”, com exceção do Roberto Carlos, que teve uma biografia não-autorizada que ele proibiu por razão que a gente já conhece, Roberto Carlos é um cara que cultiva essa imagem de Mito, que aliás eu acho essa coisa de mito super legal, apesar de ser meio artificial, ele realmente tem um carisma, algo diferente… é grandioso.
Mas esses caras (do movimento) entraram numa canoa furada, ao meu ver, porque eles trouxeram uma premissa que é errada, que é você dizer “O Brasil precisa agora de uma autorização de quem está sendo retratado”… isso é uma loucura, não existe em uma democracia, e eu fico imaginando a real motivação. Esses artistas perderam muito em arrecadação com internet, porque internet, no Brasil especialmente, confunde liberdade com pirataria (…) e talvez esse grupo assessorado de maneira oportunista, eu não sei, tenham visto essa perspectiva: “Estamos perdendo arrecadação com a internet, vamos ganhar com biografias, reportagens ou com retratações dessas pessoas”. Mas não sei, me pareceu que tem algum motivo que a gente não sabe, porque  o princípio em si me é uma coisa inaceitável. 

Moral da História: Sua última biografia publicada foi Giane, e eu gostaria de saber como foi, de ser humano para ser humano, lidar com aquele momento dele (do tratamento contra o câncer)?

Fiuza: “Em primeiro lugar, eu não conhecia o Gianecchini e foi o único dos meus livros que eu não propus, a proposta veio da editora e eu cheguei a dizer não, porque eu não conhecia o Giane e eu não via razão para fazer essa história, mas depois da insistência do meu editor, fui dar uma pesquisada e conversei com algumas pessoas e aí eu suspeitei que de fato poderia haver um personagem especial ali.
E foi uma grata surpresa, porque esse Gianecchini galã que teve câncer, essa história não é nada perto da história dele pessoal. A história dele é muito original, ele é quase um predestinado que sai do interior de São Paulo sem nenhuma referência, sem nenhum caminho previamente aberto, sabe? Dos personagens que já abordei ele é o mais original, ele é o mais surpreendente, o mais louco de todos… mas só vai entender quem ler o livro. E a relação foi muito boa porque eu a princípio eu não ia fazer esse projeto, e depois que resolvi fazer, eu coloquei um ponto de partida para o Giane, que foi o seguinte: ele estava se curando de um câncer muito grave e em nenhum momento eu queria me sentir como um aproveitador, então disse para ele que se em algum momento do processo, a existência de um livro o incomodasse, se interferisse no processo de recuperação de sua saúde, a gente abandonaria o projeto na hora.
O que é um acordo arriscadíssimo pro meu lado, mas era uma questão da minha consciência, e acho que ele recebeu isso muito bem, porque ele sabia desde o início que eu contaria essa história de forma independente. Inclusive sugeri a ele que se ele quisesse apenas narrar a sua história para alguém escrever, eu indicaria pessoas que fazem isso muito bem, mas que se ele quisesse fazer isso comigo, eu teria que ter independência para escrever e contar da forma que eu desejasse. E ele foi corajoso e tranquilo com isso.
Eu fiz o livro que queria, e no final ele tinha a prerrogativa de ler, não para mudar a história, mas para corrigir algum erro factual, e se houvesse algo que o incomodasse gravemente, ele iria apontar mas não iriamos mudar, o que poderíamos fazer era não publicar o livro.
Na hora de ler ele disse “não quero fazer nenhum comentário, se tem algo que me incomoda, deixa o público conhecer”.

Moral da História: “Legal! Bem, era somente isso, muito obrigada!”

Fiuza: Obrigado! 🙂

E foi isso gente, alguns constrangimentos com o iPhone, encerrei a entrevista porque, na verdade, já estavam esperando por ele na outra sala, mas espero que com essa transcrição um tanto amadora, rs, vocês possam ter noção do quanto foi interessante e do quanto fiquei feliz com a oportunidade que foi dada lá.

Assim foi a minha experiência na Feira, momentos altíssimos, momentos de muito nervoso e constrangimento, momentos de felicidade e gratidão, enfim, bons momentos, rs.

Moral da História!:
Agora eu quero ler os livros do Luis Eduardo Matta, que sim, conheci lá (shame on me), mas que foi muuuito legal comigo. Os seus livros possuem tanto uma aparência quanto uma sinopse interessante, e por fim, eu estava babando. ❤

Eu quero ler Giane, uma biografia do Reinaldo Gianecchini, porque o Guilherme Fiuza sabe vender seus livros e me deixou super curiosa.

Quero que o Jan Santos possa receber o apoio necessário para lançar logo seu livro sobre o universo de Hélade *-*

E, por fim, a vida é uma caixinha de surpresas, afinal, quando eu poderia imaginar que um dia eu estaria escrevendo minha dissertação de mestrado em BIOTECNOLOGIA, e no outro (literalmente) entrevistando autores de livros super interessantes? Aiai, eu gosto desse tipo de surpresa 😀 haha

Abraços Fraternos e até mais!

P.S.: Links interessantes da feira:

Relatos de um mundo sem luz – Jan Santos

Tatiana Malafaia (cantora e psicóloga)

Blog na Globo do José Castello

LCM Eventos (Marinho Junior)

Luis Eduardo Matta

Blog na Época do Fiuza

 

Publicado em Sobre Livros, Sobre Qualquer Coisa | Marcado com , , , , , , , , , | 3 Comentários

Seriados para as Férias! ^^ O que vocês indicam?

Olááá meus queridos e minhas queridas! 😀

Tudo bem?

Hoje vim falar de um assunto um pouco diferente: SERIADOS ❤ *-*

Como toda boa fã de ficção, fantasia ou até mesmo de qualquer história que não a minha, além de livros e filmes, eu sou vidrada em seriados 😀

Mas o que acontece nesse momento da minha vida?! Momento desespero e com um peso enorme na consciência pois tenho um mestrado para defender até o fim do ano (e ooopaaaa já estamos no fim do ano) -_-”

Então assim, não tenho procurado assistir muita coisa porque eu sou mesmo uma maluca, se começo a assistir e gosto, só paro quando acaba todos os episódios já lançados, então melhor, né? Esperar…

Só estou acompanhando nesse momento The Big Bang Teory e The Walking Dead *-*.

Mas quase chegando o momento dessa fase passar já andei pensando no que irei assistir *-* e vou listar para vocês 5 séries que pretendo assistir entre o finalzinho de dezembro e em janeiro, tá? Por favor me deem a opinião se vocês já conhecem essas séries e se tiverem mais uma em mente para sugerir, a vontade! 😀

1 – Breaking Bad (sim, eu nunca assistir, sem zoações, todo mundo elogia mooooito, então não posso deixar de ver se é tudo isso mesmo, né?);

Breaking Dead

2 – Doctor Who (Eu já assisti até a terceira ou quarta temporada, mas abandonei 😦 e quero voltar a assistir, é bem legal :D);

Doctor Who

3 – American Horror Story (sooou muito medrosa, mas estou muito tentada a ver isso, ai meu Deus, quero só ver meus dramas assistindo isso);

American Horror Story

4 – Castle (Eu ouvi dizer que essa série foi feita em homenagem a Arquivo X! E eu amo Arquivo X ❤ então, né?);

Castle

5 – Hemlock Grove (Porque já ouvi elogio de uma pessoa que confio no gosto, rs, e faz tempo, mas ainda não dei espaço para essa série).

Hemlock Grove

Bem fora isso, que serão minhas prioridades, tem a última temporada de How I Met Your Mother, que amoooo, mas depois de tanto enrolação, dei umas férias para ela e acabou que acumulou muitos episódios, vou tentar ver nessas férias, e tem também Once Upon a Time 😀 Amei na 1 temporada, detestei na 2 e depois de me convencerem, acho que darei uma chance a 3… talvez! O que acham!?

Ah e o melhor de tudo é que a maioria dessas séries que listei tem no Netflix (todos comemoram \o/ :D) e eu não precisarei dar uma de pirata 😡 (é melhor evitar)! Netflix é amor ❤

Estou recebendo dicas, sugestões e críticas, kkkkk!

Abraços Fraternos,

Vanessa Corrêa

Moral da História!: Nada melhor do que ser incentivada pelos seus hobbies/direitos para finalizar logo com suas obrigações/deveres! Fééériaaas chega logo, vai! 😀

Publicado em Sobre Qualquer Coisa | 1 Comentário